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Comparação · página da Tandom

Tandom ou montar a sua própria operação de importação

Atualizado em 14/08/20269 min de leitura

Resposta curta

Importação própria é uma decisão de estrutura fixa contra volume recorrente. Acima de um certo giro, com equipe já formada, ela ganha e ganha com folga: o custo por embarque cai a cada embarque adicional, e o conhecimento fica dentro de casa. Abaixo disso, você está pagando salário, habilitação e risco de classificação para diluir em poucos embarques por ano. A seção sobre quando montar a sua operação vence está no meio desta página, e ela existe porque essa resposta é certa com frequência.

1. O que realmente entra na conta da operação própria

Quem já importa conhece a lista. O erro raro é esquecer um item; o erro comum é tratar cada item como pequeno e não somar.

  • Pessoas. Analista de comércio exterior, alguém que responda por classificação fiscal, e tempo de compras que sai da negociação para virar acompanhamento de processo.
  • Habilitação no Radar. A modalidade define o limite de operação e a submodalidade define o rito. Não é intransponível; é prazo e documentação antes do primeiro embarque.
  • Classificação fiscal. O NCM define alíquota, medida de defesa comercial, licença e atributo exigido. O erro não aparece no dia do erro: aparece na fiscalização, com multa e juros.
  • Capital de giro. O modelo mais comum de fornecedor novo pede pagamento antes do embarque. Entre o pagamento e a mercadoria disponível para venda existe um intervalo que sai do seu caixa.
  • Curva de fornecedor. Encontrar fábrica é a parte visível. Homologar, amostrar, auditar e desenvolver é a parte que consome os meses.

Nenhum desses itens é um argumento contra importar direto. São o preço de entrada, e ele se paga com volume.

2. Comparação

TandomOperação própria
Custo de estruturaNenhum custo fixo de equipe do seu ladoSalários, encargos e sistema, independentes do volume do mês
Habilitação no RadarOperamos com a nossa estruturaSua, com prazo e rito antes do primeiro embarque
Risco de classificaçãoClassificamos, documentamos o critério e respondemos comercialmente pelo erro; o passivo tributário permanece seu, como em qualquer modalidadeSeu, incluindo passivo retroativo
Capital de giroEstrutura de pagamento de 60 a 180 dias nas modalidades com carta de crédito a prazo ou FINIMP, conforme a operação permitirNormalmente antecipado ao fornecedor novo; linha bancária direta existe, mas sai no seu limite, no seu histórico e no seu relacionamento
Base de fornecedoresSourcing incluso no diagnóstico; a gente conduz a homologação e o seu time aprovaConstruída por você, ao longo de meses
Custo marginal do embarque nº 50Combinado caso a casoMuito baixo: a estrutura já está paga
Conhecimento acumuladoFica com você em processo, não em pessoaFica dentro de casa

A última linha é a que decide a maior parte dos casos, e ela aponta para lados diferentes conforme o seu volume.

3. Quando importar por conta própria ganha

Esta seção não é cortesia. Estes são os casos em que a nossa recomendação é montar a sua operação.

  • Volume recorrente e alto, em poucos SKUs estáveis. Se você embarca todo mês, dos mesmos fornecedores, a estrutura fixa dilui rápido e o custo marginal por embarque tende a zero. Nenhum intermediário compete com estrutura já paga.
  • Equipe já existente. Se você já tem analista de comex e alguém que responde por classificação fiscal, o custo de entrada já foi pago. A pergunta deixa de ser "montar ou terceirizar" e passa a ser "o que a minha equipe faz melhor".
  • Fornecedor único, relação madura, sem intenção de trocar. O maior ganho que a gente entrega é encontrar fornecedor novo e conduzir a homologação até a aprovação do seu time. Sem essa peça, sobra operação, e operação você já sabe fazer.
  • Insumo estratégico com especificação proprietária. Quando o desenho é seu e a fábrica trabalha sob a sua especificação, manter a relação direta protege conhecimento que não deveria transitar por terceiros.
  • Caixa confortável, ou linha de importação já aprovada. Se pagar antecipado não aperta o seu capital de giro, ou se você já tem limite aprovado e relacionamento bancário para contratar FINIMP e carta de crédito quando precisa, a maior vantagem financeira de operar com a gente perde força.

Se você se reconheceu em dois ou mais destes itens, provavelmente a resposta é operação própria, e vale mais conversar sobre a parte financeira do que sobre a operação inteira.

4. Onde a conta costuma virar

O padrão que vemos: a operação própria é montada para um volume que ainda não existe, e o volume demora mais que o previsto. A estrutura fica cara por embarque durante dois anos e a comparação nunca é feita de novo, porque o custo já virou paisagem.

Duas perguntas que resolvem isso rápido:

  1. Quantos embarques por ano, de verdade, nos últimos doze meses? Não o plano. O realizado.
  2. Qual foi o custo total da estrutura de comex no mesmo período, incluindo o tempo de compras que virou processo?

O quociente é o custo real por embarque. Compare com uma cotação nossa item a item. Se a operação própria ganhar, ela ganhou de verdade, e a gente vai dizer isso.

5. O caminho do meio, que costuma ser o certo

Sourcing, operação e estrutura de pagamento são modulares, e o desenho mais comum entre quem já tem equipe não é terceirizar tudo:

  • Sourcing e condução da homologação com a gente, aprovação e operação com você. Você ganha fornecedor novo qualificado sem parar a sua equipe por três meses, e opera com a estrutura que já tem.
  • Operação com você, pagamento estruturado com a gente. Se o gargalo é caixa e não competência, é aqui que entra o ganho, com prazos de 60 a 180 dias nas modalidades com carta de crédito a prazo ou FINIMP, conforme a operação permitir.

Uma observação honesta sobre essa segunda linha, porque a coluna do financiamento não se lê produto contra produto. FINIMP e carta de crédito são produtos bancários, e uma empresa com limite aprovado e relacionamento contrata direto. O que muda é contra o que a estrutura é precificada e quem a desenha. Na rota própria ela sai no seu limite e no seu histórico, com o risco cambial e o desenho por sua conta, e o fornecedor novo segue pedindo pagamento antes do embarque, então o trecho de origem roda no seu caixa. Do nosso lado o banco olha uma contraparte conhecida, com volume recorrente e controle da carga, e o ciclo é financiado trecho a trecho, origem, trânsito e pós-desembaraço, em vez de um produto só aplicado ao pedido inteiro. Parte do acesso, portanto, vem junto com a operação.

O projeto de sourcing é de graça e sem compromisso, o que torna a comparação barata de fazer: você recebe cotação de fábrica item a item e decide com número na mão.

Perguntas frequentes

Qual volume justifica montar uma operação própria?
Não existe número universal, porque depende do custo da sua estrutura e da complexidade do seu NCM. A conta que funciona é dividir o custo anual total de comex pelo número de embarques realizados nos últimos doze meses e comparar esse valor por embarque com uma cotação aberta.
Se eu já tenho Radar, ainda faz sentido falar com vocês?
Faz, mas provavelmente por outro motivo: sourcing de fornecedor novo e estrutura de pagamento, não operação.
Vocês homologam o fornecedor por mim?
Não inteiramente, e nem seria bom que fosse assim. A gente conduz a homologação: corre atrás do documento e do certificado que a sua qualidade exige, coordena auditoria e visita de fábrica com os serviços na origem, pede amostra e garante que ela chegue no prazo e na condição certa, e organiza a inspeção contra a sua especificação. A avaliação da amostra é dos seus engenheiros e a aprovação do fornecedor é do seu sistema da qualidade, porque o critério de aceitação é seu e é ele que responde em uma auditoria de ISO 9001. O que sai da mesa do seu time é a corrida atrás da informação, não a decisão. O desenho dos portões está em como homologar um fornecedor estrangeiro.
Não consigo contratar FINIMP ou carta de crédito direto no meu banco?
Consegue, e para empresa com limite aprovado e relacionamento essa é uma rota real. A diferença não é o nome do instrumento: é contra o que ele é precificado, o seu limite e o seu histórico, e quem desenha a estrutura ao longo dos trechos do ciclo, de origem a pós-desembaraço. E ela não resolve o começo, porque o fornecedor novo continua pedindo pagamento antes do embarque, então o trecho de origem sai do seu caixa.
Quem responde pela classificação fiscal?
Perante o fisco, o importador, e nenhum contrato muda isso: cláusula de indenização não é oponível à Receita. O que a gente contrata é o trabalho e a consequência comercial dele: classificamos, registramos por escrito o critério que levou àquele código e respondemos comercialmente pelo erro que for nosso. O passivo tributário permanece seu, como em qualquer modalidade. Em operação própria muda o que existe antes do erro, que é quem decide o código, quem guarda o critério e quem reabre o enquadramento quando o item muda de revisão. O desenho por modalidade está em conta e ordem ou encomenda.
Vocês recomendam não importar em algum caso?
Sim. A recomendação não sabe quanto a gente ganha, e quando o fornecedor nacional posto na sua fábrica ganha da conta importada, a resposta é não importar.
Dá para começar sem trocar de fornecedor?
Dá. Se você já sabe de quem comprar, a gente opera a importação e estrutura o pagamento sem mexer no seu fornecedor.
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