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Comparação · página da Tandom

Tandom ou uma trading company brasileira: como comparar

Atualizado em 14/08/20269 min de leitura

Resposta curta

Esta página compara a Tandom com a trading brasileira, a que importa no CNPJ dela por conta e ordem ou por encomenda. Não é sobre o intermediário do lado da fábrica: se a sua dúvida é essa, o guia é fábrica ou trading company.

Uma trading brasileira é, na prática, uma operação de documento e de crédito: ela executa muito bem a importação que você já decidiu fazer. Três coisas separam os modelos, e todas as três aparecem depois da assinatura. Sourcing: a trading recebe o pedido pronto, com fornecedor já escolhido. Financiamento: é o coração do negócio dela, e no médio porte costuma chegar como produto de prateleira, não como estrutura desenhada para o seu ciclo. Operação: boa parte da coordenação volta para a sua mesa. Se a sua operação já roda bem em cima desses três pontos, trocar por trocar não melhora nada, e a seção "quando a trading tradicional ganha" está no meio desta página.

1. As três perguntas que separam os modelos

Quem já importa sabe que "qual é a sua taxa?" não é a pergunta que decide. As que decidem são:

  1. Quem escolhe a fábrica?
  2. Quem desenhou a estrutura de pagamento deste pedido, e contra o quê?
  3. Quando falta um documento ou um dado, quem corre atrás?

Nenhuma delas aparece na proposta comercial. Todas aparecem no terceiro embarque.

2. Sourcing: a trading opera a compra que você já fez

A estrutura de uma trading brasileira é construída em torno da execução: classificação e catálogo, registro da declaração, anuências, montagem documental, câmbio, faturamento em duas pontas, coordenação portuária. É trabalho especializado e regulado, e o time existe para isso.

Encontrar e homologar fábrica nova é outra função, e ela quase não é staffada. Quando existe, existe nas maiores, dirigida às contas maiores. Um comprador de médio porte raramente é o destinatário desse trabalho, e o efeito é conhecido: você chega com o fornecedor já escolhido e a trading opera o que você trouxe.

Não precisa acreditar na nossa palavra. Pergunte, na próxima reunião: quantas pessoas do time de sourcing atenderam a minha conta nos últimos doze meses, e qual fornecedor novo vocês me apresentaram nesse período? A resposta separa as duas coisas em um minuto.

Do nosso lado, o sourcing é o ponto de partida, não um adicional. A gente encontra a fábrica, conduz a homologação com o seu time e cota item a item contra o preço que você paga hoje. Nos diagnósticos que rodamos com clientes, a economia identificada sobre o custo landed completo, comparada ao preço pago hoje, ficou entre 28% e 40% nos itens cotados.

3. Financiamento: é o forte delas, e é onde o médio porte é mal servido

Aqui é preciso ser justo: financiamento é o negócio principal de boa parte das tradings brasileiras. Elas têm mesa de câmbio, linha de crédito, relação bancária e escala. Não é um ponto fraco delas.

O ponto fraco é outro. Uma importação tem três trechos que consomem caixa, e cada um se financia com um instrumento diferente:

  • Origem, do sinal até o embarque: prazo do fornecedor, carta de crédito, adiantamento.
  • Trânsito, com a mercadoria embarcada e a documentação em mãos: crédito lastreado na carga.
  • Pós-desembaraço, da nacionalização até a sua venda: capital de giro, prazo estruturado.

O que o comprador de médio porte costuma viver é receber um produto, o que estiver na prateleira do operador naquele mês, aplicado ao pedido inteiro. Funciona, e frequentemente é mais caro do que precisava ser, porque o instrumento certo para o trecho de origem raramente é o mesmo do pós-desembaraço.

O teste é direto: peça que desenhem o ciclo do seu pedido, do primeiro pagamento até o dinheiro voltar pela venda, e mostrem qual trecho está financiado, por qual instrumento e a que custo efetivo. Se a resposta vier em uma linha só, é produto de prateleira. Como comparar as rotas está em prazo do fornecedor, FINIMP, carta de crédito ou crédito lastreado na carga, e a conta de quanto capital o ciclo consome está em capital de giro na importação.

A nossa estrutura de pagamento é montada por operação, com prazos de 60 a 180 dias nas modalidades com carta de crédito a prazo ou FINIMP, conforme a operação permitir. Isso não muda o preço do item. Muda quem financia o intervalo, e por quanto.

4. Operação: quem corre atrás da informação que falta

Contratar a operação e ter a operação conduzida não são a mesma coisa, e a diferença aparece nos dias em que algo falta.

Na prática, o que o comprador de médio porte costuma viver é isto:

  • Cobrar do fornecedor o packing list corrigido, a descrição que bate com o item, o certificado que o órgão anuente exige.
  • Ficar no meio do agente de carga e do despachante, repassando de um para o outro o dado que um pediu e o outro tem.
  • Preencher a lacuna do catálogo, atributo por atributo, porque quem tem a especificação técnica é você.
  • Descobrir sozinho que a produção atrasou, em geral tarde demais para acionar alternativa.

Cada uma dessas tarefas é razoável isoladamente. Somadas, elas consomem um comprador inteiro, e esse custo nunca entra na comparação de taxa, porque ele é pago em salário, não em fatura.

Pergunte, antes de contratar: quando falta um documento do fornecedor, quem liga para a fábrica? E o mesmo para o atraso de produção, para a divergência de descrição no canal vermelho e para o dado que falta no catálogo. Varia muito por operador, e é uma pergunta que se responde com exemplos, não com organograma.

Do nosso lado, a coordenação é nossa, ponta a ponta. A conferência da especificação contra o que foi embarcado faz parte da homologação e da inspeção que a gente conduz, e não de um escopo à parte.

5. Comparação

TandomTrading company brasileira
Ponto de partida do trabalhoO item que você compra e o preço que você paga hojeO pedido já decidido, com fornecedor já escolhido
Sourcing de fornecedor novoEncontrar, conduzir a homologação e cotar item a itemExiste nas maiores, dirigido às contas maiores; pergunte quantas pessoas de sourcing atenderam a sua conta
Estrutura de pagamentoDesenhada por operação: 60 a 180 dias nas modalidades com carta de crédito a prazo ou FINIMP, conforme a operação permitirForte, e em geral de prateleira; pergunte quais rotas foram comparadas para o seu ciclo
Coordenação com fornecedor, agente e despachanteNossa, ponta a pontaVaria por operador; pergunte quem liga para a fábrica quando falta documento
Especificação contra o que chegouParte da homologação e da inspeção que a gente conduzPergunte se está no escopo contratado
Economia por embarqueAberta item a item, contra o preço que você paga hojeVaria: pergunte se o custo é aberto ou embutido no preço final
Quando a resposta é não importarA gente dizPergunte se já aconteceu com algum cliente

Metade do quadro é literalmente "pergunte". São as perguntas que um comprador industrial deveria fazer a qualquer intermediário, inclusive a nós.

6. Um ponto de confiança, que não é o eixo da comparação

A nossa posição está publicada na página institucional e é simples: "A comissão vem de você. Nunca do fornecedor." Não aceitamos comissão, rebate ou incentivo de fábrica, em nenhum pedido, e por isso a recomendação de fornecedor não sabe quanto a gente ganha.

Isso importa mais quando se compara intermediários do lado da fábrica do que quando se compara tradings brasileiras, porque a trading brasileira em geral é remunerada por você mesmo. Ainda assim vale perguntar, porque rebate de origem existe e não aparece como linha na planilha: ele aparece como preço.

7. Quando a trading tradicional ganha

Existem situações em que trocar de operador não paga o custo da troca, e vale dizer isso com todas as letras.

  • Relação longa com nível de serviço já verificado. Se você tem histórico de anos, sabe como o seu operador se comporta quando algo dá errado e o preço se sustenta contra o mercado, o ganho de trocar é pequeno e o risco de transição não é.
  • Volume recorrente em categoria estável. Mesmo insumo, mesma fábrica, mesma rota, pedido atrás de pedido. A parte do nosso trabalho que mais rende, encontrar fornecedor novo e conduzir a homologação, tem pouco a fazer.
  • A necessidade de caixa já é bem servida pelo produto padrão. Se o instrumento que você usa cobre o trecho que aperta e o custo efetivo fecha contra as alternativas, não há estrutura para redesenhar.
  • Estrutura própria na origem. Um operador com equipe própria no país do fornecedor, acompanhando linha de produção, entrega algo que uma comparação de preço não captura.
  • Urgência. Se o embarque precisa sair nesta semana, quem já está com o seu cadastro e o seu histórico sai na frente. A gente prefere dizer isso a atrapalhar a sua operação.

A régua honesta: se você não consegue responder às três perguntas da seção 1 sobre o seu operador atual, vale um diagnóstico. Se consegue, e o preço se sustenta contra o mercado, fique onde está.

8. Como a transição funciona, quando faz sentido

Sourcing, operação e estrutura de pagamento são modulares. Se você já sabe de quem comprar, a gente opera a importação sem mexer no seu fornecedor. Se o que falta é fôlego de caixa, a estrutura de pagamento entra sozinha. Se o que incomoda é o tempo do seu time gasto coordenando terceiros, começa pela operação.

O projeto de sourcing inicial é de graça e sem compromisso. A Tandom só é remunerada se você decidir operar com a gente, e isso é combinado antes, caso a caso.

Perguntas frequentes

A Tandom é uma trading company?
Somos o seu parceiro de operações de supply chain. A tecnologia é nossa e roda por baixo; o que você recebe é a operação executada, com visibilidade de cada etapa, e o sourcing do fornecedor como ponto de partida.
Vocês importam por conta e ordem ou por encomenda?
As duas modalidades existem e a escolha é financeira antes de ser jurídica: ela decide de quem é o dinheiro que compra lá fora e onde caem os créditos. O guia que decide isso é conta e ordem ou encomenda.
Minha trading atual não faz sourcing. Isso é normal?
É comum. A estrutura de uma trading é montada para executar a importação, não para procurar fábrica. Onde existe time de sourcing, ele tende a atender as contas maiores. Pergunte quantas pessoas atenderam a sua conta e qual fornecedor novo apareceu no último ano.
Preciso trocar de fornecedor para trabalhar com vocês?
Não. Sourcing, operação e estrutura de pagamento são modulares. Se você já sabe de quem comprar, a gente opera a importação e estrutura o pagamento, sem mexer no seu fornecedor.
Quanto custa?
O projeto de sourcing é de graça e sem compromisso. A Tandom só é remunerada se você decidir operar com a gente, e isso é combinado antes, caso a caso.
Vocês já disseram para um cliente não importar?
Sim, e é por isso que a recomendação não sabe quanto a gente ganha. Quando a conta não fecha contra o fornecedor nacional posto na sua fábrica, a resposta é não importar.
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