Índice Tandom de Insumos Industriais Importados

O preço que a indústria brasileira realmente pagou por insumos importados.

Qual é o seu insumo? Veja o que o mercado pagou e compare com o seu preço.

Sugestões

Índice Tandom de Insumos Industriais Importados · dados até agosto/2026 · base da série: dezembro/2014 = 100

Em agosto/2026, o índice em dólar marcou 99,8 na janela de 12 meses (base 100 = agosto/2025). No mês, caiu 0,8% sobre julho; contra agosto/2025, caiu 0,2%. Desde dezembro/2025, subiu 6,9%.

Em real, convertido ao PTAX médio do mês: ficou praticamente estável no mês e caiu 5,6% em 12 meses; no período de 12 meses o real se fortaleceu 5,4%.

Na série completa (desde dezembro/2014), o índice em dólar está em 81,3 pontos, 30,3% abaixo do pico de junho/2022. Cesta atual: 1.324 códigos NCM; 141 meses de série.

Carregando o gráfico…

Análise do mêsagosto/2026

Em agosto o índice caiu 0,8% em dólar e ficou parado em real. A diferença é o câmbio: o PTAX médio subiu de R$ 5,11 para R$ 5,15, e pela primeira vez no ano a moeda deixou de ajudar o importador. Por trás do índice, o volume encolheu mais do que o preço: a cesta importada perdeu 26% em toneladas e 12% em dólares contra julho. Contra agosto de 2025, o Brasil importou 33% menos peso pagando 3% mais, ou seja, a cesta migrou de insumos pesados e baratos (fertilizantes, resinas) para químicos e partes de máquinas, que valem mais por quilo. A rotação de origens continuou: Alemanha (+1,3 ponto), China (24% da cesta, +1,0), Índia e Chile ganharam participação; Rússia, Arábia Saudita e Marrocos perderam, um efeito da entressafra de fertilizantes e da cota russa de exportação. Em 292 códigos o preço caiu mais de 10% com volume em alta no mesmo mês, o sinal de troca de fornecedor que este índice mede: tubos de aço sem costura saíram dos Estados Unidos para a China, tintas acrílicas do Japão para a China, éteres aromáticos da Espanha para a Índia.

O vento de cauda da logística acabou. O frete Ásia-Santos parou de cair em agosto (cerca de US$ 6,3 mil por TEU na SCFI, 23% abaixo do pico de junho, mas estável há quatro semanas), e a greve de três dias nos terminais de contêineres de Santos no início do mês lembrou que o porto opera no limite. O diferencial de juros, que sustentou o real, começou a estreitar: o Copom cortou a Selic para 14,00% em 5 de agosto e deve cortar de novo em 16 de setembro, enquanto o Fed decide no mesmo dia com chance real de alta. Quem tem pedidos em dólar para o quarto trimestre está comprando uma moeda que já não tem os dois apoios que teve no primeiro semestre. Em fertilizantes, o preço da cesta recuou 2,7% mas o volume importado caiu 37% no mês, com as importações do ano 7% abaixo de 2025 e o MAP no mercado americano acima de US$ 950 por tonelada; o governo mandou os portos priorizarem a descarga de fertilizantes para a safra 2026/27 em 20 de agosto, um sinal de que a reposição vai apertar. Em resinas, o polipropileno asiático subiu para perto de US$ 1,29 por quilo e a medida antidumping sobre o polietileno americano segue em US$ 199 por tonelada com recurso da Braskem por cerca de US$ 734: o risco regulatório de julho continua de pé.

No comércio exterior, a tarifa americana de 25% (Seção 301) segue inalterada desde 22 de julho, e o processo brasileiro de reciprocidade, aberto em 13 de agosto, tem até 60 dias para o primeiro relatório e depois até 30 dias de consulta pública antes de qualquer contramedida. Na prática, nenhuma retaliação chega antes de novembro, o que dá a quem depende de insumo americano um trimestre para mapear alternativas com o preço ainda conhecido. O acordo Mercosul-UE está em vigor provisório desde maio e o custo de trocar para origem europeia caiu; os números de agosto mostram que os importadores já começaram a fazer isso.

Análise editorial da Tandom, escrita a cada fechamento mensal com base nos dados do índice e em fontes públicas de mercado. Não é recomendação de compra.

O que é este índice

Cada importação registrada no Brasil informa quanto se pagou, em dólar, por quilo de cada produto. O índice junta esses registros, mês a mês desde 2014, para a cesta de insumos industriais que o país importa: resinas, aços, metais, químicos, componentes. É o preço realmente pago no embarque (FOB), não cotação de lista: não inclui frete internacional, seguro nem impostos. Quando o índice cai, o mesmo conjunto de insumos ficou mais barato de importar; quando sobe, mais caro.

Para quem importa, ele responde uma pergunta difícil de responder sozinho: o preço que eu pago acompanhou o mercado? Se o seu custo subiu mais que o índice, a diferença está na sua operação, no fornecedor ou no câmbio contratado, não no mercado. A busca abaixo faz a mesma conta para um insumo específico.

Fonte: Comex Stat (MDIC), registros de importação agregados por código, mês e origem. Câmbio: PTAX médio do mês (Banco Central). O índice cobre a cesta de insumos industriais importados: apenas códigos que a aduana conta por peso, em quilograma ou em tonelada, e com profundidade suficiente no mês. Combustíveis ficam fora de propósito: o preço deles segue a cotação do petróleo, não a negociação entre um fabricante e um fornecedor. Método e limites conhecidos na metodologia.

Perguntas frequentes

Como ler estes números.

O que é o Índice Tandom de Insumos Industriais Importados?
É o preço em dólar por quilo que a indústria brasileira realmente pagou por insumos industriais importados, mês a mês desde dezembro de 2014. O índice é calculado a partir dos registros aduaneiros oficiais de importação, não de cotações ou listas de preço. Quando cai, importar a mesma cesta de insumos ficou mais barato; quando sobe, mais caro.
De onde vêm os dados?
Do Comex Stat, a base oficial de comércio exterior do MDIC, que agrega todas as importações brasileiras por código de produto, mês e origem. Os dados já chegam agregados: não existe nome de empresa, importador ou fornecedor em nenhuma linha, e nenhum número aqui se refere a uma empresa específica.
Os preços incluem frete e impostos?
Não. Os valores são FOB no porto de embarque: excluem frete internacional, seguro, impostos e logística no Brasil. É o preço da mercadoria em si, o que torna a comparação com a cotação FOB do seu fornecedor direta.
Por que o preço que eu pago é diferente da mediana?
A mediana resume milhares de embarques com especificações, volumes, origens e condições de compra diferentes. O selo de confiabilidade de cada código diz o quanto a mediana significa: em um código homogêneo, os embarques se concentram em preço e a mediana serve de referência; em um código que mistura produtos, leia a faixa de mercado, não um número único.
O que é a faixa de mercado?
É o intervalo do 1º ao 3º quartil dos embarques de um código: exclui os 25% mais baratos e os 25% mais caros, onde ficam lotes pequenos, frete aéreo e erros de declaração. O que sobra é onde o mercado realmente negocia.
Com que frequência os dados atualizam?
Mensalmente, quando o Comex Stat publica o mês fechado. Cada número carrega o mês de referência dos dados, não a data em que foi carregado, então a idade da informação é sempre visível.
Posso pesquisar qualquer insumo?
Sim, qualquer código NCM, por número ou por nome do produto. Um código sem importação recente mostra isso em vez de inventar um número. E cada código tem a sua página completa no Catálogo NCM, com regras de importação e mais detalhe.

Pra começar

Faça da sua próxima importação uma vantagem competitiva. Vamos conversar.

Conte o contexto da compra. A gente identifica onde pode ajudar.

Você pode começar só explicando o contexto.

Não é necessário definir a solução nem preparar arquivos antes da primeira conversa.

Quero conversar Sem compromisso. Você decide se existe um próximo passo útil.