Índice Tandom de Insumos Industriais Importados

O preço que a indústria brasileira realmente pagou por insumos importados.

Qual é o seu insumo? Veja o que o mercado pagou e compare com o seu preço.

Sugestões

Índice Tandom de Insumos Industriais Importados · dados até julho/2026 · base da série: dezembro/2014 = 100

Em julho/2026, o índice em dólar marcou 101,6 na janela de 12 meses (base 100 = julho/2025). No mês, caiu 0,4% sobre junho; contra julho/2025, subiu 1,6%. Desde dezembro/2025, subiu 7,8%.

Em real, convertido ao PTAX médio do mês: caiu 0,6% no mês e caiu 6,0% em 12 meses; no período de 12 meses o real se fortaleceu 7,5%.

Na série completa (desde dezembro/2014), o índice em dólar está em 82,0 pontos, 29,8% abaixo do pico de junho/2022. Cesta atual: 1.341 códigos NCM; 140 meses de série.

Carregando o gráfico…

Análise do mêsjulho/2026

A estabilidade do índice em julho é enganosa: por trás dela, duas forças opostas se anulam. Os preços cobrados por cada origem subiram, mas o importador brasileiro trocou ativamente de fornecedor, migrando compras para origens mais baratas — e nunca foi tão barato experimentar. O frete Ásia–Santos segue em queda (a capacidade na rota mais que dobrou em três anos e as tarifas caminham para US$ 2.500–3.500 por contêiner de 40 pés no semestre), e o real, entre as moedas que mais se valorizaram no mundo em 2026 (Selic a 14,75% contra 3,5–3,75% nos EUA), amplia o poder de barganha de quem compra em dólar. A janela para renegociar origem e contrato está aberta; ela não ficará aberta para sempre.

Dois grupos pedem atenção no segundo semestre. Em fertilizantes, a Rússia limitou as exportações a 20 milhões de toneladas até novembro e o MAP já acumula alta de 13% no ano (~US$ 720/t) — com o Brasil tendo garantido só 40–45% da necessidade de 2026/27, a recomposição de estoques vai encontrar oferta contida. Em resinas, o paradoxo é doméstico: sobra oferta no mundo (a China tornou-se autossuficiente em polipropileno e o preço asiático ronda US$ 1,22/kg), mas o preço interno saltou cerca de 50% no ano e a Braskem pleiteia elevar o antidumping sobre o PP americano de US$ 199 para perto de US$ 700 por tonelada. Quem depende de resina importada está comprando o risco regulatório junto com o material — vale precificar os dois.

O pano de fundo geopolítico piorou. Os EUA aplicaram em 22 de julho tarifa de 25% (Seção 301) sobre cerca de um quarto da pauta exportadora brasileira, e Brasília acionou em agosto a Lei de Reciprocidade, abrindo 60 dias de consultas antes de eventual retaliação. Até aqui, nenhum produto americano ficou mais caro no Brasil — mas, se a retaliação vier, insumos de origem americana (químicos, farmacêuticos, equipamentos) entram na linha de tiro pela primeira vez. Para quem tem os EUA como origem relevante, mapear alternativas antes do fim dessa janela, no início de outubro, deixou de ser precaução excessiva e virou gestão básica de risco.

Análise editorial da Tandom, escrita a cada fechamento mensal com base nos dados do índice e em fontes públicas de mercado. Não é recomendação de compra.

O que é este índice

Cada importação registrada no Brasil informa quanto se pagou, em dólar, por quilo de cada produto. O índice junta esses registros, mês a mês desde 2014, para a cesta de insumos industriais que o país importa: resinas, aços, metais, químicos, componentes. É o preço realmente pago no embarque (FOB), não cotação de lista: não inclui frete internacional, seguro nem impostos. Quando o índice cai, o mesmo conjunto de insumos ficou mais barato de importar; quando sobe, mais caro.

Para quem importa, ele responde uma pergunta difícil de responder sozinho: o preço que eu pago acompanhou o mercado? Se o seu custo subiu mais que o índice, a diferença está na sua operação, no fornecedor ou no câmbio contratado, não no mercado. A busca abaixo faz a mesma conta para um insumo específico.

Fonte: Comex Stat (MDIC), registros de importação agregados por código, mês e origem. Câmbio: PTAX médio do mês (Banco Central). O índice cobre a cesta de insumos industriais importados: apenas códigos que a aduana conta por peso, em quilograma ou em tonelada, e com profundidade suficiente no mês. Combustíveis ficam fora de propósito: o preço deles segue a cotação do petróleo, não a negociação entre um fabricante e um fornecedor. Método e limites conhecidos na metodologia.

Perguntas frequentes

Como ler estes números.

O que é o Índice Tandom de Insumos Industriais Importados?
É o preço em dólar por quilo que a indústria brasileira realmente pagou por insumos industriais importados, mês a mês desde dezembro de 2014. O índice é calculado a partir dos registros aduaneiros oficiais de importação, não de cotações ou listas de preço. Quando cai, importar a mesma cesta de insumos ficou mais barato; quando sobe, mais caro.
De onde vêm os dados?
Do Comex Stat, a base oficial de comércio exterior do MDIC, que agrega todas as importações brasileiras por código de produto, mês e origem. Os dados já chegam agregados: não existe nome de empresa, importador ou fornecedor em nenhuma linha, e nenhum número aqui se refere a uma empresa específica.
Os preços incluem frete e impostos?
Não. Os valores são FOB no porto de embarque: excluem frete internacional, seguro, impostos e logística no Brasil. É o preço da mercadoria em si, o que torna a comparação com a cotação FOB do seu fornecedor direta.
Por que o preço que eu pago é diferente da mediana?
A mediana resume milhares de embarques com especificações, volumes, origens e condições de compra diferentes. O selo de confiabilidade de cada código diz o quanto a mediana significa: em um código homogêneo, os embarques se concentram em preço e a mediana serve de referência; em um código que mistura produtos, leia a faixa de mercado, não um número único.
O que é a faixa de mercado?
É o intervalo do 1º ao 3º quartil dos embarques de um código: exclui os 25% mais baratos e os 25% mais caros, onde ficam lotes pequenos, frete aéreo e erros de declaração. O que sobra é onde o mercado realmente negocia.
Com que frequência os dados atualizam?
Mensalmente, quando o Comex Stat publica o mês fechado. Cada número carrega o mês de referência dos dados, não a data em que foi carregado, então a idade da informação é sempre visível.
Posso pesquisar qualquer insumo?
Sim, qualquer código NCM, por número ou por nome do produto. Um código sem importação recente mostra isso em vez de inventar um número. E cada código tem a sua página completa no Catálogo NCM, com regras de importação e mais detalhe.

Pra começar

Faça da sua próxima importação uma vantagem competitiva. Vamos conversar.

Conte o contexto da compra. A gente identifica onde pode ajudar.

Você pode começar só explicando o contexto.

Não é necessário definir a solução nem preparar arquivos antes da primeira conversa.

Quero conversar Sem compromisso. Você decide se existe um próximo passo útil.