Índice Tandom de Insumos Industriais Importados

O preço que a indústria brasileira realmente pagou por insumos importados.

Qual é o seu insumo? Veja o que o mercado pagou e compare com o seu preço.

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Índice Tandom de Insumos Industriais Importados · dados até setembro/2026 · base da série: dezembro/2014 = 100

Em setembro/2026, o índice em dólar marcou 101,0 na janela de 12 meses (base 100 = setembro/2025). No mês, caiu 0,8% sobre agosto; contra setembro/2025, subiu 1,0%. Desde dezembro/2025, subiu 6,0%.

Em real, convertido ao PTAX médio do mês: caiu 1,0% no mês e caiu 3,2% em 12 meses; no período de 12 meses o real se fortaleceu 4,1%.

Na série completa (desde dezembro/2014), o índice em dólar está em 80,6 pontos, 30,9% abaixo do pico de junho/2022. Cesta atual: 1.320 códigos NCM; 142 meses de série.

Carregando o gráfico…

Análise do mêssetembro/2026

Em setembro o índice caiu 0,8% em dólar e 1,0% em real, para 80,6 e 157,2 pontos. O PTAX médio quase não se mexeu (R$ 5,15 em agosto, R$ 5,14 em setembro), então o câmbio ajudou pouco. A média esconde um efeito de composição: os medicamentos, 8,8% do peso da cesta, subiram 7,3% em preço depois de cair 11,6% em agosto. Sem eles, o índice teria caído 1,6%, depois de subir 0,3% em agosto. Numa das posições o preço relativo subiu 96% porque a origem principal passou da Eslovênia (US$ 1,3 mil por quilo) para os Estados Unidos (US$ 15,6 mil por quilo, em 4 toneladas): é troca de remessa, não reajuste. O recuo de preço de fato está nos insumos industriais: resinas pagaram 5,9% menos por quilo, papel 5,1% e fertilizantes 1,9%, enquanto metais subiram 0,9%. A cesta trouxe 7,5% mais quilos que em agosto por 3,0% menos dólares, e 16,7% menos quilos que em setembro de 2025 por 1,4% menos dólares.

A troca de fornecedor continua, com outro desenho. Alemanha e Itália perderam 1,2 ponto de participação cada uma, em parte por medicamentos e máquinas, e a China chegou a 24,8% da cesta. Em fertilizantes, o Marrocos recuou de US$ 120 milhões para US$ 39 milhões, e Nigéria (de US$ 30 milhões para US$ 91 milhões) e Rússia (de US$ 296 milhões para US$ 327 milhões) ocuparam o espaço. Em 332 códigos o preço caiu mais de 10% com volume em alta (292 em agosto), e em 139 deles o principal fornecedor mudou: a China passou a ser a principal origem em 58, como no ácido fumárico, que saiu da Espanha para a China.

O preço na origem já virou. Com o petróleo perto de US$ 100 por barril, segundo fonte do setor ouvida pela Polymer Update, o polipropileno no Extremo Oriente subiu para US$ 1.180 a 1.220 por tonelada CFR na semana de 9 de setembro, US$ 40 a 60 em uma semana. Como o valor unitário de setembro reflete embarques provavelmente fechados antes disso, a janela de resina barata tende a ser curta. O Copom cortou a Selic para 13,75% em 16 de setembro, o quinto corte seguido, e no mesmo dia o Fed subiu a faixa para 3,75% a 4,00%, com 16 de 18 dirigentes esperando nova alta neste ano: o diferencial estreita pelos dois lados, e o dólar parado de setembro não é garantia para o quarto trimestre. Duas datas organizam a compra. A Resolução Gecex 963 renova, de 17 de outubro de 2026 a 16 de outubro de 2027, alíquotas de 9% a 20% sobre 26 químicos e polímeros, o que fixa por um ano o custo de nacionalização desses itens. E a reciprocidade contra os EUA, aberta em 13 de agosto, não deve gerar contramedida antes de 2027, segundo o ministro Márcio Elias Rosa em 19 de agosto: quem depende de insumo americano (13,5% da cesta) tem tempo para cotar outra origem com o preço ainda conhecido.

Análise editorial da Tandom, escrita a cada fechamento mensal com base nos dados do índice e em fontes públicas de mercado. Não é recomendação de compra.

O que é este índice

Cada importação registrada no Brasil informa quanto se pagou, em dólar, por quilo de cada produto. O índice junta esses registros, mês a mês desde 2014, para a cesta de insumos industriais que o país importa: resinas, aços, metais, químicos, componentes. É o preço realmente pago no embarque (FOB), não cotação de lista: não inclui frete internacional, seguro nem impostos. Quando o índice cai, o mesmo conjunto de insumos ficou mais barato de importar; quando sobe, mais caro.

Para quem importa, ele responde uma pergunta difícil de responder sozinho: o preço que eu pago acompanhou o mercado? Se o seu custo subiu mais que o índice, a diferença está na sua operação, no fornecedor ou no câmbio contratado, não no mercado. A busca abaixo faz a mesma conta para um insumo específico.

Fonte: Comex Stat (MDIC), registros de importação agregados por código, mês e origem. Câmbio: PTAX médio do mês (Banco Central). O índice cobre a cesta de insumos industriais importados: apenas códigos que a aduana conta por peso, em quilograma ou em tonelada, e com profundidade suficiente no mês. Combustíveis ficam fora de propósito: o preço deles segue a cotação do petróleo, não a negociação entre um fabricante e um fornecedor. Método e limites conhecidos na metodologia.

Perguntas frequentes

Como ler estes números.

O que é o Índice Tandom de Insumos Industriais Importados?
É o preço em dólar por quilo que a indústria brasileira realmente pagou por insumos industriais importados, mês a mês desde dezembro de 2014. O índice é calculado a partir dos registros aduaneiros oficiais de importação, não de cotações ou listas de preço. Quando cai, importar a mesma cesta de insumos ficou mais barato; quando sobe, mais caro.
De onde vêm os dados?
Do Comex Stat, a base oficial de comércio exterior do MDIC, que agrega todas as importações brasileiras por código de produto, mês e origem. Os dados já chegam agregados: não existe nome de empresa, importador ou fornecedor em nenhuma linha, e nenhum número aqui se refere a uma empresa específica.
Os preços incluem frete e impostos?
Não. Os valores são FOB no porto de embarque: excluem frete internacional, seguro, impostos e logística no Brasil. É o preço da mercadoria em si, o que torna a comparação com a cotação FOB do seu fornecedor direta.
Por que o preço que eu pago é diferente da mediana?
A mediana resume milhares de embarques com especificações, volumes, origens e condições de compra diferentes. O selo de confiabilidade de cada código diz o quanto a mediana significa: em um código homogêneo, os embarques se concentram em preço e a mediana serve de referência; em um código que mistura produtos, leia a faixa de mercado, não um número único.
O que é a faixa de mercado?
É o intervalo do 1º ao 3º quartil dos embarques de um código: exclui os 25% mais baratos e os 25% mais caros, onde ficam lotes pequenos, frete aéreo e erros de declaração. O que sobra é onde o mercado realmente negocia.
Com que frequência os dados atualizam?
Mensalmente, quando o Comex Stat publica o mês fechado. Cada número carrega o mês de referência dos dados, não a data em que foi carregado, então a idade da informação é sempre visível.
Posso pesquisar qualquer insumo?
Sim, qualquer código NCM, por número ou por nome do produto. Um código sem importação recente mostra isso em vez de inventar um número. E cada código tem a sua página completa no Catálogo NCM, com regras de importação e mais detalhe.

Pra começar

Faça da sua próxima importação uma vantagem competitiva. Vamos conversar.

Conte o contexto da compra. A gente identifica onde pode ajudar.

Você pode começar só explicando o contexto.

Não é necessário definir a solução nem preparar arquivos antes da primeira conversa.

Quero conversar Sem compromisso. Você decide se existe um próximo passo útil.